A NAPOLI

Disponível em

Santa Lucia Luntana

Alma e coração. Voz e piano juntos em torno do mágico cancioneiro atemporal napolitano. Mafalda generosamente me convida a viajar com ela por este universo fascinante e eu respondo com o som e a aura de minha “cidade invisível”, como aquela Inventada de Ítalo Calvino. Por essa cidade navegamos de olhos fechados e coração aberto … e nos perdemos, nos deixamos levar por caminhos desconhecidos e cruzamentos improváveis. Um som se ouve ao longe, um assovio, um suspiro apaixonado ecoa na noite estrelada. A música, grande Mãe dos encontros, permite e convida a essa viagem no tempo e no espaço. Navegar é preciso! Grazie mille! [André Mehmari]

Cantar Nápoles significa revelar um mistério de tramas, de muitas vidas de heroínas e heróis que deixaram suas marcas ao longo dos séculos, movidas por uma verdadeira paixão. Cantar Nápoles significa entrar na história de pessoas e povos que percorreram suas vielas que chegam ao mar. É o anônimo Donizetti que pisca para Pulcinella que dança com a bela Sofia que homenageia a rainha Margherita. Cantar Nápoles significa celebrar o amor e se curvar à sua preciosa beleza. “Veja Nápoles e depois morra”, escreveu o poeta, sofrendo de melancolia ao deixá-la. Cantar Nápoles significa descobri-la no Príncipe de “A Livella”, nas harmonias de Pino, na voz de Massimo e contá-la através dos milhares de personagens do seu eterno presépio vivo. Deve ser feito com humildade, consciência e liberdade e Andrè Mehmari fez isso, colocando sua imaginação e imenso talento ao serviço destas melodias eternas ” [Mafalda Minnozzi]

Cover by Marco Milanesi